top of page

Casos de Dengue no Distrito Federal: Avanços, Desafios e a Questão da Vacinação

  • Foto do escritor: Didi Rodrigues
    Didi Rodrigues
  • 8 de jan. de 2025
  • 2 min de leitura
Mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue picando uma pessoa
Aedes Aegypti - Mosquito transmissor do vírus da Dengue

Os casos de dengue no Distrito Federal (DF) registraram uma redução histórica de 97,6% em comparação ao ano anterior, conforme dados divulgados pelo Governo do Distrito Federal (GDF). A queda é resultado de ações intensivas de combate ao mosquito transmissor e o uso de novas tecnologias. Contudo, a questão da vacinação para todas as faixas etárias ainda gera polêmica entre os moradores.


Resultados expressivos em 2025


Na primeira semana de janeiro de 2025, foram notificados 196 casos prováveis de dengue, um contraste marcante com os 8.228 casos registrados no mesmo período de 2024. A governadora em exercício, Celina Leão, destacou o esforço concentrado do governo, que incluiu ações como ampliação das equipes de vigilância, uso de drones e aplicativos com georreferenciamento para monitoramento dos focos de mosquito.


“Tivemos uma epidemia em 2024, mas agora temos um cenário diferente. Entretanto, não podemos recuar nas ações de combate à dengue”, afirmou Celina.


Avanços tecnológicos e estruturais


Entre as medidas implantadas, destacam-se o aumento no número de agentes de saúde e vigilância, o uso de estações disseminadoras de larvicida e a utilização de ovitrampas para monitorar a presença do mosquito Aedes aegypti. Além disso, a instalação de placas em locais de descarte irregular tem reforçado a conscientização sobre a importância de manter o ambiente limpo e sem água parada.


Outra novidade é o uso de mosquitos infectados com a bactéria Wolbachia, uma tecnologia que impede a transmissão do vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. O método está em fase preliminar no DF e já apresenta resultados promissores em outras regiões do Brasil.


Desafios da vacinação


Apesar dos avanços, a questão da vacinação é um ponto sensível. Atualmente, a vacina contra a dengue no DF está restrita a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, mesmo a fabricante da vacina utilizada no Sistema Único de Saúde (SUS), recomendando a imunização em pessoas de 4 a 59 anos. Essa limitação por parte do Governo tem gerado frustração entre os moradores.


Maria da Conceição, 41 anos, residente no Cruzeiro Velho, relatou seu sofrimento após contrair dengue no ano passado. “Eu sentia dor pelo corpo todo, uma febre que não passava e muito calafrio. Aqui no Cruzeiro, temos casas abandonadas, com mato e sujeira, que trazem insegurança. O pior é que não tem vacina para todos. No posto de saúde, me informaram que não estou na faixa etária prevista para imunização. Mas eu pago imposto, né? Então, por que não posso ser vacinada?”


Consciência e prevenção


Enquanto a cobertura vacinal avança lentamente, o GDF segue reforçando as campanhas educativas. O foco é conscientizar a população sobre a importância de evitar o acúmulo de água parada e descartar lixo de forma adequada.


Embora a vacinação seja um ponto controverso, a combinação de medidas tecnológicas, estruturais e educativas tem demonstrado eficácia na redução dos casos. A esperança é que, com o tempo, novas soluções, incluindo a ampliação da faixa etária para vacinação, possam trazer alívio para todos os moradores do DF.

1 comentário


Isabela Alvim
Isabela Alvim
09 de jan. de 2025

Muito preocupante, espero que logo essa situação melhore!

Curtir
bottom of page