Inclusão da PMDF no GDF Saúde: uma conquista tardia para quem protege a sociedade
- Didi Rodrigues

- 9 de jan. de 2025
- 2 min de leitura

Após dois anos de espera, o governador Ibaneis Rocha (MDB) anunciou a inclusão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) no GDF Saúde, um benefício que deveria ter sido garantido desde 2022, quando o então deputado distrital Carlos Tabanez formalizou a solicitação em ofício. Embora a decisão tenha sido bem recebida, a demora em atender uma categoria essencial para a segurança pública levanta questionamentos sobre a prioridade que o Governo do Distrito Federal (GDF) tem dado à corporação.
Nas redes sociais, Tabanez agradeceu a medida, mas o contexto deixa claro que a lentidão do processo evidenciou a falta de serenidade e urgência do GDF em atender às necessidades de uma força policial que enfrenta desafios diários em prol da sociedade.
Dois anos de espera para uma solução óbvia
Desde 2022, a inclusão dos policiais militares no plano de saúde do GDF era uma demanda justa e viável, principalmente porque outras forças de segurança, como a Polícia Civil, já eram contempladas. Apesar disso, foi preciso que Ibaneis determinasse recentemente a realização de estudos por parte das Secretarias da Economia e da Casa Civil para que a medida fosse, enfim, viabilizada.
Nesse período, os militares seguiram enfrentando problemas com a rede credenciada atual, que frequentemente foi alvo de críticas por falhas na prestação de serviços, como demora nos atendimentos e insuficiência de especialistas em saúde mental. Para uma categoria que lida com riscos constantes, a negligência em assegurar um suporte médico eficiente é preocupante.
Saúde mental ignorada até o limite
O atraso na inclusão também agrava questões de saúde mental dentro da PMDF. A corporação tem enfrentado um aumento significativo de demandas nessa área, mas a rede atual não conseguiu acompanhar. A tragédia ocorrida em janeiro de 2024, envolvendo o sargento Paulo Pereira de Souza, expôs a gravidade do problema e pressionou a PMDF a credenciar novas clínicas especializadas em saúde mental.
Mesmo com esses esforços, os militares continuaram sem o respaldo adequado de um plano de saúde integrado e eficiente, o que poderia ter contribuído para evitar situações de sofrimento extremo.
Uma decisão tardia, mas necessária
O GDF Saúde, administrado pelo Inas-DF, já atende mais de 100 mil beneficiários, incluindo servidores públicos e dependentes. Com uma ampla rede de hospitais e clínicas credenciadas, o plano é um modelo eficiente de assistência médica e deveria ter incluído a PMDF desde o início de sua implementação em 2020.
A demora, no entanto, coloca em evidência a falta de prioridade dada pelo governo a uma categoria que, além de lidar com desafios diários, é fundamental para a manutenção da ordem e segurança da população do Distrito Federal.
Reconhecimento precisa ser mais que discurso
Embora o anúncio da inclusão seja um avanço, ele também é um lembrete de que as forças de segurança merecem mais que promessas e estudos prolongados. A serenidade que se espera do GDF na gestão da saúde de seus servidores deve ser proporcional à importância que a Polícia Militar tem para a sociedade.
Garantir acesso rápido e eficiente a serviços médicos é mais do que um benefício; é uma questão de respeito e reconhecimento. A medida, mesmo que tardia, deve servir como um alerta para que futuras decisões em prol da segurança pública sejam tratadas com a celeridade e a importância que merecem.






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