Brasilienses se unem em solidariedade às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul
- Didi Rodrigues

- 8 de mai. de 2024
- 3 min de leitura

Enquanto o Rio Grande do Sul enfrenta uma das piores catástrofes naturais de sua história, os corações dos Brasilienses se unem em solidariedade às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul afetada pelas enchentes. Desde a última semana, uma cena comovente tem tomado conta da Base Aérea de Brasília, onde filas de veículos se formam, carregados com doações de alimentos, remédios, roupas e água, prontas para serem entregues aos gaúchos que sofrem com as consequências devastadoras das chuvas.
Clóvis Brum, um dos muitos que se dirigiram à base para fazer suas contribuições, descreveu a comoção que sentiu ao testemunhar o gesto solidário dos Brasilienses: "Simplesmente emocionante a quantidade de veículos na fila pra fazer doação ao Rio Grande do Sul. Em nome do povo gaúcho, estou emocionado e sem palavras pra agradecer esta comoção e solidariedade que tomou conta de Brasília, assim como sabemos de outras partes do Brasil, Uruguai e Argentina. Que Deus abençoe e retribua cada um que está ajudando a amenizar o sofrimento do nosso povo".
Além da mobilização na Base Aérea, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran) também está engajado na arrecadação de doações, disponibilizando carros em diversos pontos da cidade para facilitar o processo de coleta. Qualquer pessoa interessada em contribuir pode entregar suas doações em qualquer viatura do Detran que estiver em serviço.
Enquanto a solidariedade da população civil se destaca, as autoridades federais enfrentam críticas pela suposta demora na resposta à crise. Enquanto o nível do Guaíba continua a subir, já resultando em um trágico número de mortes e desaparecidos, o governo federal tem sido alvo de questionamentos sobre sua eficácia e agilidade no enfrentamento da situação.

Em contraste com a mobilização da sociedade civil, declarações controversas de membros do governo, como a da ministra Simone Tebet, do Planejamento e Orçamento, têm causado indignação. Em uma entrevista coletiva recente, Tebet afirmou que "o dinheiro vai chegar no tempo certo", deixando muitos se perguntando se a ajuda chegará rápido o suficiente para aqueles que mais necessitam. De acordo com Tebet, os prefeitos atingidos pelas fortes chuvas e que sofreram fortes consequências não sabem a "dimensão" dos gastos que terão para a reconstrução. “Só quando essa água abaixar é que, lamentavelmente, nós vamos ver a extensão imensa do custo, do estrago e da tragédia nacional que está sendo a situação do Rio Grande do Sul”, afirmou Simone. A pergunta que fica é se a população que está sofrendo com a fome, frio, falta de remédio e água aguentará o tempo burocrático dos políticos?

Além disso, a decisão do Ministério da Igualdade Racial, liderado por Anielle Franco, de priorizar certos grupos étnicos na distribuição de alimentos tem gerado controvérsias. Em momentos de crise como este, muitos se questionam sobre a justiça e a equidade de tal medida, especialmente quando milhares de pessoas estão enfrentando dificuldades.
Em janeiro, Anielle comentou sobre os impactos das fortes chuvas no Rio de Janeiro e afirmou que "as iminentes tragédias" nos municípios fluminenses eram fruto do que ela chamou de "racismo ambiental". Como ela irá denominar essa tragédia no Rio Grande do Sul? Ou o povo Gaúcho não merece a mesma atenção dos fluminenses?
Enquanto as previsões meteorológicas continuam a alertar para condições perigosas, com chuvas intensas e ventos fortes previstos para os próximos dias, a solidariedade dos Brasilienses e de todos os que se unem em apoio ao Rio Grande do Sul é mais vital do que nunca. É hora de nos unirmos em compaixão e ação, mostrando que, juntos, podemos superar até mesmo os desafios mais difíceis.








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