top of page

Integração de Forças Policiais: Chave para Combater a Criminalidade Transnacional

  • Foto do escritor: Didi Rodrigues
    Didi Rodrigues
  • 13 de jan. de 2025
  • 3 min de leitura
Integração de Forças Policiais - Polícia Federal e FBI
Integração entre Polícia Federal e FBI

A globalização, com seus benefícios de aproximação entre nações, também trouxe desafios complexos, como o crescimento da criminalidade transnacional. Crimes que atravessam fronteiras, como lavagem de dinheiro, tráfico de pessoas e falsificação de documentos, desafiam as estruturas legais e exigem a integração de forças policiais para garantir a segurança global.


Uma análise recente realizada por João Renato e Micael Jardim reuniu e examinou diversos estudos sobre a importância da colaboração entre agências de segurança para combater a criminalidade transnacional. A pesquisa oferece uma visão abrangente e apresenta soluções práticas para superar os entraves que dificultam essa cooperação. Cooperação Internacional: Uma Necessidade no Combate ao Crime


As organizações criminosas exploram as vulnerabilidades de Estados com instituições fragilizadas, utilizando paraísos fiscais e sistemas corruptos para ampliar suas redes. Nesse cenário, a cooperação internacional surge como uma ferramenta vital. Agências como a Interpol e a Europol desempenham um papel crucial ao facilitar o compartilhamento de informações e ações coordenadas. Tecnologias como o sistema I-24/7 da Interpol permitem a troca de dados em tempo real, auxiliando na localização de suspeitos e na prevenção de crimes transnacionais.


“Operações como a Lava Jato demonstraram como a colaboração internacional é essencial para rastrear e recuperar recursos ilícitos,” aponta João Renato, policial penal e mestre em Direito e Políticas Públicas. Ele destaca que acordos bilaterais sólidos e a confiança mútua entre nações são fundamentais para o sucesso dessas iniciativas.


Capacitação e Comunicação: Elementos Essenciais


A pesquisa também aborda a importância da capacitação dos agentes de segurança, especialmente no domínio da língua inglesa. Segundo Micael Jardim, especialista em inglês para executivos, “a proficiência em inglês vai além da tradução de termos técnicos; é essencial para negociar em crises, interpretar nuances culturais e realizar investigações internacionais com eficiência.” Jardim, que já treinou agentes que atuam com o FBI e a Interpol, reforça que a formação contínua dos profissionais brasileiros é indispensável.


Desafios e Avanços


Embora avanços tenham sido feitos com o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), instituído no Brasil pela Lei nº 13.675/2018, barreiras como a burocracia e a falta de interoperabilidade entre sistemas ainda dificultam a cooperação internacional. “É crucial superar as divisões históricas entre agências e adotar uma abordagem integrada,” afirma João Renato.


Eventos como os World Police and Fire Games (WPFG) também se destacam por promover a troca de experiências e a criação de redes de contatos entre agentes de segurança. A edição de 2023, realizada no Canadá, destacou o Brasil com mais de 100 medalhas, mostrando o potencial técnico de seus profissionais.


Conclusão


A análise realizada por João Renato e Micael Jardim enfatiza que a integração das forças policiais não depende apenas de tecnologia, mas também de investimentos em capacitação, harmonia entre sistemas legais e fortalecimento institucional. Em um mundo globalizado, a cooperação entre nações não é uma opção, mas uma necessidade para enfrentar os desafios da criminalidade transnacional.


Com investimentos adequados, o Brasil pode não apenas responder às ameaças atuais, mas também posicionar-se como líder na segurança global.


  • João Renato B. Abreu, Policial Penal – DF, mestre em direito e políticas públicas, pós-graduado em direito penal e controle social, coordenador do NISP – Novas Ideias em Segurança Pública, faixa preta de jiu jitsu e autor do livro: Plea Bragaining?! Debate legislativo – Procedimento abreviado pelo acordo de culpa.


  • Micael Jardim, MBA, MSc e PhD com experiência como Professor, Analista de Dados e Pesquisador de Negócios. Especializei-me em mercados financeiros e análise do setor público, com foco na tomada de decisões e consultoria baseadas em dados, combinando conhecimento acadêmico com insights práticos.


Redes Sociais: @joaorenato.br / @micaeljardim

Comentários


bottom of page