Deputado Thiago Manzoni Apoia Policiais Penais Contra Imposição de Câmeras Corporais
- João Renato

- 24 de mai. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 24 de mai. de 2024

Na última terça-feira, dia 23 de maio de 2024, uma calorosa discussão tomou conta da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) a respeito da adoção de câmeras corporais nos uniformes dos policiais penais. A controvérsia culminou na suspensão da votação do Projeto de Lei 285/2023, proposto pelo deputado Fábio Felix (PSol). Dentre as vozes que emergiram contra a medida, destacaram-se as do Deputado Thiago Manzoni (PL) e do Deputado Roosevelt (MDB).
O Projeto de Lei 285/2023 buscava atualizar a legislação distrital sobre o sistema penitenciário e as políticas de segurança pública, incluindo uma emenda que previa a instalação de câmeras nos uniformes dos policiais penais. Essas câmeras transmitiriam ao vivo para a direção do sistema prisional, membros do Ministério Público e do Poder Judiciário, além de armazenar as gravações por um período mínimo de cinco anos.
Policiais penais, preocupados com os impactos negativos dessa medida, procuraram os Deputados Thiago Manzoni e Roosevelt para expor suas apreensões. Liderados pelo policial João Renato, o grupo argumentou que a implementação das câmeras poderia comprometer a eficácia do trabalho policial e aumentar a pressão psicológica sobre os agentes.
Durante o debate na CLDF, Manzoni expressou uma posição firme contra a proposta, destacando que a medida poderia distorcer os valores fundamentais da sociedade ao colocar os policiais sob constante vigilância. "Na minha concepção, os valores estão invertidos. Tratamos policial como bandido e bandido como se fosse herói. Eu quero monitorar vagabundo, eu não quero monitorar policial. Bandido é que tem que ter monitoramento. Eu até votaria favoravelmente no dia em que todos os bandidos que forem presos tiverem uma câmera para a gente monitorar o que eles estão fazendo, como eles se comportam", afirmou Manzoni.

O Deputado Roosevelt também foi um defensor ferrenho dos policiais penais e se posicionou fortemente contra a imposição das câmeras. "A emenda é uma propositura totalmente descabida, porque há inversão de valores. Nós vamos passar a vigiar o Estado? É o Estado que tem que ser vigiado? […] Quem tem que ser monitorado são os meliantes, os bandidos da cidade", disse Roosevelt tempos atrás, reiterando seu compromisso com a segurança pública e o apoio à categoria.
O apoio dos Deputados Manzoni e Roosevelt foi amplamente reconhecido por diversos setores da sociedade e pela comunidade policial, que veem na postura de ambos uma defesa dos direitos dos profissionais de segurança. Em um momento onde a segurança pública é primordial, é crucial que os agentes se sintam apoiados e não sob constante suspeita.
A postura de ambos os deputados ressalta a importância de um debate criterioso e equilibrado sobre as políticas de segurança pública. Em vez de adotar medidas que possam prejudicar os profissionais responsáveis pela manutenção da ordem, é essencial buscar soluções que protejam os direitos individuais sem comprometer o combate à criminalidade.
Portanto, os Deputados Thiago Manzoni e Roosevelt merecem reconhecimento pela defesa enfática dos policiais penais e por advogar por uma abordagem que priorize a resolução dos problemas reais do sistema de segurança pública. Suas atuações são exemplos que devem inspirar outros representantes políticos a promover a segurança e o bem-estar de toda a sociedade.








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